sexta-feira, 13 de abril de 2012

Concorrentes do Facebook: eis os que "curto"


Eu me declarei fã do Google abaixo, mas praticamente só falei mal dele até agora, não é mesmo? Então, deixa eu dar um exemplo de acerto agora. A nova interface do Google+ é bem bonita, leve e prática. Gostei muito! Perto dela, o Facebook parece uma favela para os olhos. Por sinal, o Facebook sempre faz mal aos meus olhos também pelo conteúdo postado por seus membros, com aquelas montagens banais e amadoras, que se repetem à exaustão. Por exemplo, quantas vezes você teve que ver aquela maldita foto do antigo Willy Wonka, acompanhada de alguma legendazinha vaga-bunda, se você abriu seu feed de notícias nos últimos dias?

Confesso que só mantenho um perfil no Facebook, sem a menor intenção de postar algo nele, porque a rede, para muitos, acabou assumindo funções do e-mail, de tal forma que não ter um perfil ativo no Facebook traz certos prejuízos de comunicação. Mas, como rede social mesmo, o Google+ me parece muito mais promissor.

É verdade que, talvez, eu esteja supervalorizando os benefícios dos círculos do Google+, porque estou avaliando a rede em um momento em que ela, longe de estar saturada como o Facebook, ainda luta para se tornar atrativa. De todo modo, o fato é que me parece que o sistema de círculos ofereceria um certo potencial para que nos resguardemos com mais eficiência e facilidade do contato com pessoas que nem sempre têm o devido bom senso a respeito do tipo de conteúdo que deve ser ofertado ao outro em uma rede social.

Explico. Suponha que você simplesmente mantenha um site ou um blog. Se você quiser postar nele 50 receitas de sopas diversificadas ao dia ou 02 correntes de oração por hora, não haveria nisso qualquer inconveniente ou quebra de etiqueta social, afinal, a sua postagem não seria necessariamente parte de uma página criada pelo leitor para seu acesso diário, na qual ele gentilmente aceitou lhe incluir. O leitor do seu site ou blog precisaria de uma ação especificamente direcionada para realizar uma intenção explícita de ler seu post.

Ora, isso é muito diferente de uma atualização de status do Facebook, quando, em princípio, tudo que você postar será enviado para seus "amigos", a menos que eles executem uma ação especificamente direcionada ao cancelamento da assinatura das suas atualizações. Pois o que as pessoas raramente entendem é que, por essas razões, estar em uma rede social como o Facebook implica em uma certa etiqueta, uma certa atenção com o que será postado, uma certa preocupação com os interesses dos outros e também com a relevância do que está sendo enviado para o outro. Pelo contrário, o que, via de regra, as pessoas fazem é inundar o feed de notícias alheio com o que ultrapassa a mera exposição exaustiva de seus interesses privados, tornando-se até mesmo uma imposição desses interesses aos seus "amigos".

É o crescimento da participação desse tipo de membro que não entende (ou não quer entender) a dinâmica de uma rede social e a responsabilidade contraída perante os seus contatos que eu chamo de "orkutização". Assim, talvez o Google+ deva ser recomendado simplesmente por ainda não estar "orkutizado" ;-)

Por fim, outra rede social que merece ser citada nesse sentido, por ser uma rede que está oferecendo um ambiente dos mais enriquecedores e agradáveis, é o Pinterest.


A princípio, eu pensei que fosse uma bobagem da qual eu me enjoaria rapidamente, porque não passa de um mural no qual você pendura imagens separadas em algumas poucas categorias. Mas ainda não enjoei de acessá-lo justamente em função do bom gosto dos membros e do tom civilizado das interações (coisa que não se pode dizer de Twitter e Facebook). O Pinterest sempre me inspira - cumprindo o que promete, por sinal - com uma imagem que não é apenas agradável aos olhos, mas que também revela um objeto dotado de algum interesse especial. Abrir o Pinterest é como abrir uma janela para um mundo mais sofisticado, criativo e elegante. Nenhuma semelhança com o Facebook, e isso não é mera coincidência!